Agricultores/as do semiárido mineiro visitam experiência na Bahia


Publicado há 10 anos, 5 meses


Lívia Bacelete*

“Quando você faz uma visita, você desperta, se fortalece e sente que a cada dia você realiza um sonho” desabafa Nilton César, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha, município de Minas Gerais. Ele participou da visita de intercâmbio interestadual na Bahia com outros 40 agricultores, agricultoras, lideranças rurais, técnicos e agentes de pastorais do estado mineiro.

Vindos da região do Médio Vale do São Francisco e da Serra Geral, no Norte de Minas, o grupo visitou a região sisaleira da Bahia do dia 1º a 05 de setembro. Com o objetivo de aprender e trocar experiências, eles estiveram nos municípios de Valente e Conceição do Jacuípe. “A gente está aqui na Bahia para ter mais conhecimento, mas também pra trazer conhecimento. Cada um aqui vai voltar diferente”, explica Nilton.

Em Valente, o grupo conheceu a Escola Família Agrícola Arani de Lima Cunha. A experiência da Associação dos Pequenos Agricultores da Bahia (Apaeb) na produção, beneficiamento e venda do sisal e com a produção de leite de cabra e derivados; a Casa de Cultura e Cooperativa de Créditos do município.

Arelete Carneiro é coordenara da Casa de Cultura. Ela explica que a eles têm recebido diversas visitas de todo o Brasil, mas tem gente da própria cidade que não conhece a Casa. “Ainda bem que visitas como a de vocês fazem a gente continuar nessa luta e enfrentar os desafios", conta ela.

Para entenderem o ciclo de produção do sisal, o grupo visitou a Fazenda Sítio do Meio, casa do agricultor Zé de Jorge, produtor sisal. Também conheceram a batedeira e a fábrica de carpetes e tapetes da Apaeb e o laticínio que trabalha com o leite de cabra.

Em Conceição do Jacuípe, o grupo visitou a casa de Abel Manto, na comunidade Mucambo. O agricultor, que se considera um curioso, desenvolve diversas experiências com agroecologia e criação de animais. “Quando a gente é curioso, a gente quer conhecer o solo e as coisas”, afirma Abel.

Para Nilton César, do STR de Porteirinha, o grupo volta revigorado. “A gente vê que o semiárido é rico, com várias possibilidades", finaliza.

* Comunicadora popular da ASA Minas -
UGT Cáritas Regional MG

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