Agricultura familiar ganha forças na educação e na produção.


Publicado há 8 anos, 10 meses


Por Priscila Souza de Carvalho

Comunicadora Popular da ASA/ Cáritas Regional Minas Gerais.

Foi realizando nos dias 6 e 7 o Encontro Territorial que contou com a participação das comunidades dos municípios de Bonito de Minas, Japonvar, Cônego Marinho, São Francisco, Januária, Pintópolis, Chapada Gaúcha e Pedras de Maria da Cruz juntamente com estudantes da Escola Família Agrícola Tabocal que debateram como está a agricultura familiar e quais são os desafios.

Durante o evento se descobriu que a agricultura familiar está crescendo e ganhando espaço na sociedade sendo a Escola Família Agrícola (EFA) e a Subsecretaria da agricultura familiar auxiliares na conquista desta luta.

Os agricultores apontaram como necessidades da agricultura familiar a educação do campo e da necessidade de uma assistência técnica que entenda a cultura social, a forma de manejo de produção da agricultura familiar que é diferente da monocultura e do agronegócio.

Outro tema de destaque foi o surgimento da subsecretaria da agricultura familiar dentro do Estado de Minas, que tem promovido o debate de como os agricultores podem acessar os mercados agrícolas.

José Antônio superintendente da agricultura familiar conhecido como Ti Zé, que participou do encontro, diz que "é inédito em Minas Gerais a criação de um espaço como este da subsecretaria da agricultura familiar. Este espaço não veio por acaso foi através de reivindicações das organizações civis. O agronegócio sempre teve espaço e crédito, enquanto a agricultura familiar só tinha a política pública voltada para a segurança alimentar e nutricional (Susan). Agora temos a oportunidade de criar uma política de estado para fortalecer a agricultura familiar que passa por responder os gargalos dos agricultores e agricultoras."

Este encontro promovido pela Cáritas é extremamente representativo, pois conta com a participação de mais de 30 comunidades rurais, disseminando o debate e divulgando o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a lei do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Outro momento importante que está em construção é um grupo que formará um Fórum que terá como papel traçar as estratégias de monitoramento e aplicação das políticas públicas para a agricultura familiar. Um espaço composto por EMATER, IMA, AMA, FETAEMG, Via Campesina, ASA, CECAMG-UFOP, MDA, CONAB, secretaria da fazenda, secretaria da educação, secretaria da saúde, entre outras organizações. O objetivo é diminuir os problemas, construir um espaço permanente de dialogo e resolução dos problemas.

O superintendente da agricultura familiar nos conta que os entraves que enfrentam envolvendo a agricultura familiar estão no acesso a terra, a água e ao credito. E espera que se não conseguirem resolver todos, pelo menos caminhem neste sentido buscando articulações entre o Estado, municípios e agricultores para dinamizar recursos, aproximar parceiros e potencializar o modelo de produção da agricultura familiar agroecológica.

Os participantes presentes como Rosane Rodrigues e Maurílio Gonçalves, que são estudantes, e o agricultor Domingos dizem que o que mais chamou atenção nas conversas foi descobrir que as escolas hoje são obrigadas a comprar pelo menos 30% dos alimentos da escola da agricultura e que irão incentivar a suas comunidades a produzir o bastante para acessar o programa e suprir a necessidade das escolas. Outra importante ação destacadas pelos participantes é a construção de cisternas de captação da água da chuva para beber e produzir alimentos, da articulação do semiárido (ASA), pois várias comunidades enfrentam a seca, ou utilizam águas impróprias para o consumo humano e não tem alternativas para produzir alimentos no período de seca.

Além de levar as informações a suas comunidades sobre programas de acesso ao mercado como PAA e PNAE, e acesso água pela (ASA), também se debateu o acesso a educação contextualizada, tirando como encaminhamento a disseminação das Escolas Família Agrícola e seu trabalho com a formação de jovens para a vida no campo, oferecendo aos jovens a possibilidade de realizar o segundo grau completo junto da formação de técnico agrícola para construir projetos de desenvolvimento sustentável dentro de suas comunidades.

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