Alimentar-se é um ato de rebeldia ou resignação.

Consumir alimentos saudáveis nos dias atuais é um ato de rebeldia. Um ato de dizer não as formas de produção que agridem povos, as águas e as terras. Consumir alimentos saudáveis, livre de agrotóxicos e adubos químicos e um posicionamento em defesa de um desenvolvimento solidário. Confira matéria sobre feiras agroecológicas no Rio Pardo de Minas.


Consumir alimentos saudáveis nos dias atuais é um ato de rebeldia. Um ato de dizer não as formas de produção que agridem povos, as águas e as terras. Consumir alimentos saudáveis, livre de agrotóxicos e adubos químicos e um posicionamento em defesa de um desenvolvimento solidário. Confira matéria sobre feiras agroecológicas no Rio Pardo de Minas.


Publicado há 1 ano, 10 meses

Nas últimas décadas, estamos consumindo cada vez mais alimentos envenenados, com alto índice de açucares e gorduras. Boa parte da população se alimenta com produtos que a televisão diz serem bons e saudáveis. Muito além da aparência, está a importância nutritiva do alimento.  

Um movimento de resistência vem se constituindo a esse processo histórico que tornou o alimento em uma mera mercadoria na prateleira. As feiras agroecológicas são atos de rebeldia no Semiárido mineiro.

E um grupo de agricultoras e agricultores familiares, de Rio Pardo de Minas, vem consolidando, tornando essa rebeldia em um movimento de celebração à vida. Quem nos conta essa história é o coletivo de agricultoras(es), que há um ano vem realizando a feira agroecológica no mercado central de Rio Pardo de Minas, norte de Minas Gerais.

Dona Joana da Virgem, da comunidade de Monte Alegre, conta que a feira começou junto com a festa do sindicato dos trabalhadores(as) rurais de Rio Pardo, e “está sendo muito bom, trazemos um pouco de cada coisa. A feira vem nos animando a produzir cada vez mais de forma natural”.

As feiras agroecológicas são marcadas pela forte diversidade da produção e pelo respeito ao tempo da colheita de cada alimento. A agricultora e diretora do sindicato, Ana Aparecida de Souza Silva, informou que há um tempo estamos buscando “incentivar as pessoas a comercializar, principalmente a partir da implantação do projeto das hortas agroecológicas”. Uma das estratégias foi à formação de grupos que se reúnem mensalmente, para debater temas da feira.

A agricultora Ilza dias de Sá disse que na sua produção, “nunca usamos agrotóxicos, porque não penso só em mim, mas também no outro que está comprando confiante, por isso não uso adubo químico ou agrotóxico. E dá certo, planto e colho bastante coisa natural”.

O que é vendido nas feiras agroecológicas garante segurança alimentar. São produtos carregados de histórias da agricultura familiar, e principalmente, de uma relação respeitosa e harmônica entre homens e mulheres com a natureza.

Procure saber se perto de onde você mora tem uma feira agroecológica. Consumir produtos agroecológicos: um posicionamento em defesa dos direitos dos povos e comunidades tradicionais, em defesa das águas e principalmente de um modelo sustentável de produção.  Adquira produtos das feiras agroecológicas.


Postado por: Fabiano Cordeiro César

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