Cisternas e Sonhos Começam a Brotar no Vale do Jequitinhonha


Publicado há 9 anos, 1 mês

Myrlene Pereira - Comunicadora Popular da Cáritas Diocesana de Araçuaí / Asa-Minas


A nova etapa do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) gerido pela Cáritas Diocesana de Araçuaí no Vale do Jequitinhonha começa a mil por hora para trazer o sonho da água ás famílias atendidas. Nesta fase o programa atenderá aos municípios de Ponto dos Volantes, Berilo e Itinga no Médio Jequitinhonha, com a construção de 76 cisternas calçadão, 3 tanques de pedra e 3 barragens subterrâneas até o mês de agosto.


Entre os dias 24 a 28 de fevereiro deste ano aconteceu em Ponto dos Volantes a capacitação de pedreiros que deixou mais 12 pessoas capacitadas para a construção das cisternas calçadão, um dos sistemas de captação de água da chuva implantados pelo P1+2, que consistem em um calçadão de cimento de 200m², de onde a água escorre para uma cisterna de 52 mil litros que a armazenará durante o período da seca.


As obras de construção das cisternas já começaram, assim como os sonhos das famílias sobre o que fazer com a segunda água. Ana Ribeiro, agricultora da comunidade Cardoso, em Ponto dos Volantes, já prepara sua terra para as plantações que pretende fazer. “Assim que a chuva cair vou refazer minha horta, mas dessa vez se Deus quiser ela vai durar bem mais, graças a essa água que eu vou ter aqui, na porta de casa”. Esse é um sonho comum a muitas famílias que sofrem com a seca e as más condições da água que se consegue encontrar. Mas as tecnologias de convivência com o semiárido vêm trazer além de alegria, saúde ás famílias. Ana ainda diz, que “Aqui é muito comum aparecerem vermes que ficam na água do rio que a gente é obrigado a beber e os meninos sempre ficam doentes, mas com essa água guardadinha e limpinha eles vão ficar muito mais saudáveis, além da comida que vai ficar bem mais gostosa com as coisas que eu vou plantar e ter sempre aqui em casa”.


E o melhor presente para os pedreiros e todos os que, direta ou indiretamente, contribuem para a construção das cisternas é o sorriso, a gratidão e a certeza de que o suor que caiu na terra onde trabalharam vai fazer brotar vida com qualidade para as famílias do semiárido e para as suas próprias famílias.

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