PEDREIROS DO SEMI-ÁRIDO MINEIRO APRENDEM A CONSTRUIR TECNOLOGIA DE CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA


Publicado há 5 anos, 10 meses


Por Paula Alves
Comunicadora Popular Cáritas Diocesana de Januária



Uma das formas dos moradores do semi-árido conviver com o período de estiagem que ocorre todo ano e ainda ter água suficiente para beber e cozinhar com dignidade é através da construção da cisterna de placas de 16 mil litros.  Esse tipo de cisterna é construído com placas de cimento, anéis de concreto, tela e cimento, alambrado e outros materiais e depois de pronto serve como reservatório para captação da água da chuva.

Essa tecnologia social tem alcançado grande parte do semi-árido brasileiro graças ao Programa de Formação e Mobilização para a Convivência com o Semi-Árido: Um milhão de Cisternas Rurais (P1MC), da ASA. No norte de Minas Gerais, esse projeto é desenvolvido pela Cáritas Diocesana de Januária em parceria com o Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à fome (IDENE-MDS).

As famílias mais necessitadas da comunidade de Vila Lopes que fica na região do Peruaçu conquistaram o direito à cisterna e ainda puderam participar da capacitação de pedreiros que ocorreu entre os dias 22 a 26 de julho. Essa capacitação é realizada para difundir o conhecimento acerca da construção de tecnologias de armazenamento hídrico além de ser uma forma de gerar renda para as comunidades. 

Gislanio Gonçalves da Mota, um dos beneficiários da cisterna de 16 mil litros fez parte do curso de capacitação ocorrido na sua casa e que teve a presença de outros 10 pedreiros da comunidade. Gislanio afirmou que mesmo sendo pedreiro há vários anos achou importante participar do curso “A construção da cisterna tem vários detalhes que a gente precisa aprender, mais depois do curso eu acho que já consigo construir a cisterna sozinho, essa caixa é milagrosa e vai melhorar a vida de muita gente aqui.”


No P1MC a construção da cisterna é feita em sua maioria pelos pedreiros das comunidades que são capacitados pelo programa, as próprias famílias também ajudam fornecendo água e trabalhando na escavação do buraco. A água da chuva armazenada na cisterna garante abastecimento durante oito meses para uma família de cinco pessoas, além disso, é garantia de água com qualidade proporcionando saúde para quem consome.

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