Prêmio Odair Firmino. Mulheres contam, recontam e mostram ao que vieram.


Publicado há 8 anos, 2 meses


Por Priscila Souza de Carvalho

Comunicadora Popular ASA/ Cáritas Regional Minas Gerais.

A Cáritas Diocesana de Januária realiza nos dias 12 e 13 de julho, a Oficina de Sistematização de Experiências de Grupos de Mulheres da diocese para incentivar os grupos de mulheres organizados da diocese a participar deste Prêmio e de outras premiações e editais. Participaram grupo de mulheres de Januária, São Francisco, Chapada Gaucha, Pintópolis.

As mulheres contaram suas histórias e dos grupos que fazem parte, com o objetivo de incentivar sua organização e atuação na região. As histórias contadas pelos grupos foram sistematizadas durante a oficina e inscritas no Prêmio.

O Prêmio irá selecionar experiências que promovam a inclusão social das mulheres, ações produtivas ou extrativistas de grupos de mulheres na perspectiva da promoção e na recuperação da biodiversidade, além de ações que contam com a participação de mulheres nas mobilizações, articulações de lutas e na construção de políticas públicas.

Para acessar o Regulamento, a Ficha de Inscrição e conferir outras informações acessem o site www.premioodairfirmino.org.br

Durante a oficina debateram como acontece a comunicação popular, descobrimos lideranças que levam e trazem informações e mobilizam os grupos, a igreja onde todos se reúnem e divulgação as atividades da comunidade, os leilões, bingos, feiras, visitas, cavalgadas, exposições que divulgam seus produtos, seu trabalho, seu valor enquanto mulher. Ainda vimos os encontros, as marchas, manifestações como forma de conhecer e reivindicar seus direitos.

Resgatamos a história e percebemos como a mulher vem promovendo, divulgando e tornando conhecidas suas comunidades através de seu trabalho, de suas atividades de produção, de produtos de limpeza que vem com recolhimento para reaproveitamento do óleo e da garrafa pet, artesanatos. Aproveitamento de retalhos, produtos recicláveis e matéria prima do cerrado, mata seca e caatinga. Todas as atividades de geração de renda partem da preocupação de preservação do meio ambiente.

Mulheres líderes que trouxeram as sua comunidades as feiras livres como meio de gerar renda local e incentivar geração de trabalho e economia local.

Mulheres que foram as ruas lutar contra a discriminação, se tornando diretoras de associações comunitárias, espaço antes majoritário entre os homens.

Mulheres que lutam por suas culturas cozinhando biscoitos, e dançando reis de cigana.

É a mulher na luta por seus direitos, preocupadas com uma sociedade justa que se desenvolva sustentavelmente e solidariamente valorizando a natureza, as mulheres e as suas comunidades.

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